TÍTULO EM FALTA
Universitários em ação
Entre 26 de junho a 04 de julho, doze universitários dos três campi do UNASP – Centro Universitário Adventista de São Paulo, foram selecionados para darem inicio a um projeto de 5 anos com os nativos Apinajés. São estudantes de Educação Física, Enfermagem, Pedagogia, Psicologia e Teologia.
Em todos os cursos do UNASP, nos preocupamos profundamente com a formação integral de nossos alunos e, a participação em ações desta grandeza, é imprescindível na experiência de vida e para as competências de nossos estudantes.
Sob a liderança do Pastor Sérgio Festa, nós, os 12 missionários começamos um projeto que teve a mão de Deus em todos os momentos. No inicio mal nos conhecíamos, mas estávamos todos unidos pelo mesmo objetivo, levar o amor de Deus, a todos aqueles que precisavam.
O projeto se desenvolveu com a saída do aeroporto de Campinas, e desde então já era percebido a empolgação e a motivação do grupo. Mesmo dentro dos aviões não perdermos tempo em levar a mensagem de Deus, e distribuímos livros e dvd’s para alguns comissários. Era nítida a diferença do nosso grupo.
Ficamos acampados em uma chácara de um irmão da igreja, onde tinha uma casa bem simples, mas o melhor estava bem a nossa frente, um rio, e foi bem ali que passamos excelentes momentos de descontração. Na segunda-feira a noite fizemos nossa primeira reunião, visivelmente demonstrávamos ansiedade pelo o que estava por vir. Nessa reunião conhecemos o Pastor Miraldo e o missionário Manoel, ambos trabalham nos Carajás e estavam ali para oferecer apoio ao grupo, também estávamos sobre orientação e ajuda do Pastor Angel, que é o pastor do distrito de Tocantinópolis.
Terça de manhã, realizamos um culto, e então começa a ida para a primeira aldeia, Aldeia Prata, enfim realizamos o primeiro contato, passamos um vídeo sobre saúde e depois realizamos um relaxamento com os nativos, Nas aldeias, foram realizados jogos recreativos e instrutivos, esportes,
Orientações nas áreas de saudade pelas enfermeiras. Aos poucos fomos perdendo o medo e a ansiedade, mas a melhor parte desse dia foi que o cacique da tribo revelou um fato para o Pastor Festa de que ele havia sonhado com o grupo, que desejava conhecer melhor a Deus e queria que realizássemos um culto ali, que ele queria que a aldeia tivesse um lugar para cultos. Com certeza isso era bem mais do que o esperado, já que a idéia era apenas um primeiro contato. As estratégias e metodologias utilizadas no desenvolvimento do projeto foram elaboradas a partir da consulta ás lideranças das aldeias apinajés.
Todos voltamos para casa emocionados, tanto com a vontade de que os nativos tinham de conhecer a Deus, quanto pelo carinho que eles demonstraram pelo grupo.
Na quarta-feira, o grupo se dirigiu a segunda aldeia, Cocal Grande, também foi realizado uma palestra sobre saúde, um momento de alongamento e a brincadeira com as crianças, e também ali pudemos sentir a presença de Deus, o Cacique dessa aldeia se emocionou ao ver o trabalho que estávamos realizando. No mesmo dia fizemos uma caminhada de quase
A cada dia que se passava o grupo se conhecia mais, se unia cada vez mais, até chegarmos ao ponto de que parecíamos amigos de anos. Foram muitos momentos de descontração e divertidos. Momentos que com certeza jamais serão esquecidos e apagados.
Na quinta-feira voltamos para a Aldeia Prata, e ali realizamos o primeiro culto
Na sexta-feira tentamos o segundo contato com a Aldeia grande, e mais uma vez o cacique não estava, com certeza, era para darmos atenção as Aldeias pequenas, era ali que iríamos conseguir fazer diferença, para depois mostrar as outras o que a presença de Deus pode fazer.
Sábado de manhã voltamos para a Aldeia Prata, e ali realizamos o primeiro culto de sábado, realizamos um outro teatro, agora para as crianças, a história de Davi e Golias, a sermão foi realizado pelo Pr. Miraldo. Quando terminamos o culto, o segundo Cacique e o Pajé vieram agradecer em publico, tudo o que havíamos feito, foi um momento de grande emoção, porque não tínhamos consciência do bem que estávamos fazendo, sem contar dos milagres secretos que só teremos conhecimento no céu. E como agradecimento, eles pintaram cada um de nos, no braço e cada pintura tinha um significado, mas para nós missionários essa pintura tem apenas um significado, significa aquilo que conseguimos ser de melhor, porque com certeza nos tornamos melhores como pessoas e como cristãos.
No sábado noite tivemos uma grande surpresa, uma incrível santa ceia no meio do rio, é completamente difícil descrever, foi maravilhoso, estávamos em completo espírito, sentimos um pedacinho do céu, e pudemos ali renovar nossa fé e nossas forças, pudemos ali relembrar porque vale a pena estar ao lado de Jesus, pudemos ali refletir um pouco sobre nossas vidas e voltarmos nosso olhos para o que Deus tem preparado para cada filho seu.
Domingo era hora de arrumar as coisas e voltar para nossas casas. Não existem palavras, definições, sinônimos para descrever aquilo que ali vivemos, só quem foi sabe, permanece na lembrança momentos que jamais voltarão e que jamais serão apagados, com certeza ali tornamos nossos queridos amigos em eternos companheiros, nossas vidas ganharam um sentido diferente e pudemos dessa forma abreviar um pouquinho a volta do nosso salvador.
“Há maior necessidade do mundo é a de homens, homens que não se comprem nem se vendam, homens que no intimo da alma sejam honestos e verdadeiros, homens que não temam em chamar o pecado pelo seu nome exato, homens cuja a consciência seja tão fiel ao dever, assim como o bússola o é ao pólo, homens que sejam firmes pelo o que é reto, Ainda que Caiam os Céus”
Educação, pág 56 e 57
Bruno Bazoti e Renata Cabral

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